Quem já colou num show da Bombay Groovy sabe que a parada não é só som. É luz colorida na cara, sitar rasgando o ar, batera pesadona, aquele clima meio psicodélico, meio viagem, que faz a gente esquecer até do horário. Mas tem um detalhe nada glamouroso por trás disso tudo que ninguém vê: as roupas. Sim, mano, figurino também soa, fede e amassa. E alguém tem que dar conta disso no dia seguinte. Figurino não é só estilo, é trampo também Desde o começo da banda, a gente sempre pirou no visual junto com o som. As camisas estampadas, os tecidos diferentes, as cores mais viajadas… nada disso é por acaso. A gente quer que o palco pareça uma extensão da música. Alias, a maioria da banda usa Rock code Só que é assim na prática: luz quente na cara, palco pequeno e lotado, corre pra desmontar equipamento, joga tudo na mala, entra na van/hotel… E no outro dia: tem show de novo . Mesma roupa? Deus me livre. kkk Um perrengue clássico de estrada Teve uma vez que a g...
No verão de 2012, DANIEL COSTA, músico que já atuou como citarista para nomes importantes da cena psicodélica nacional, resolveu rumar para o contrabaixo. Nesse ínterim, conheceu RODRIGO BOURGANOS, multi-instrumentista que fazia aulas de sitar indiano com seu mesmo mestre. Nascia então a ideia da BOMBAY GROOVY, que começou a se concretizar pouco tempo depois com a chegada do baterista LEO COSTA. A afinidade de Leo com as percussões étnicas também incrementou o estilo peculiar e visceral do grupo. A presença constante do sitar é um elemento decisivo para o som da banda e revela seu envolvimento com a música oriental que, com BOMBAY GROOVY, chega revisitada. RODRIGO BOURGANOS, que teve aulas no Oriente com o Guru Chandranat h Battacharya, toca o instrumento em pé, como se fosse uma guitarra elétrica, transgredindo dogmas da cult ura indiana ao abandonar a post ura de lótus. Para completar o clima da banda, JIMMY PAPPON, pianista prodígio que participa do tributo ao Frank Zappa...